domingo, 1 de julho de 2007

Passaporte

Dia: 29 de junho
Hora: 8h15
Local: Aeroporto Internacional dos Guararapes (que, acabei de descobrir, também se chama Gilberto Freyre)

Tudo parecia bem normal. Na verdade, normal demais. Não sei. O Aeroporto é um ambiente tão asséptico que mais parece uma sala de cirurgia em grandes proporções. Os funcionários são sempre prestativos e bem-informados (!). As pessoas não se esbarram pelos corredores (!!). Até o insuportável barulho dos aviões já não existe mais: foi substituído por músicas de elevador (!!!). Cadê o rebuliço da crise aérea, com pessoas dormindo em cadeiras? Eu preciso de um pouco de caos pra me sentir em casa.

Enfim, não demoraria para eu ter um cartão de boas-vindas conhecido. Em frente à Polícia Federal, uma fila mal-organizada de pessoas para tirar o passaporte. Filho da p***! Quem você pensa que é pra passar na frente! Sai daí, seu idiota! Eu cheguei primeiro! Quero ver quem me tira daqui!

Ah, eu sabia que havia vida no Aeroporto! There's no place like home...

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Duas horas depois, documentos entregues. Meu passaporte sai em uma semana.

Um comentário:

disse...

Cada vez mais perto, né Déa? :)

E a frase there's no place like home vai ganhando cada vez mais sentido...